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Projeto cria Semana de conscientização e tratamento de Dermatite Atópica

Como forma de levar esclarecimento à população e ampliar ações com busca de tratamento de dermatite atópica, o deputado estadual Marçal Filho (PSDB) apresentou nesta quinta-feira (26) na Assembleia Legislativa, projeto de lei que propõe incluir no calendário oficial de eventos de Mato Grosso do Sul, a “Semana de Conscientização das características e do tratamento da Dermatite Atópica”, anualmente celebrada no dia 23 de setembro.

Doença de pele comum na população brasileira, cerca de até 25% das crianças no mundo apresentam episódios da dermatite atópica e cerca de 7% dos adultos podem ser acometidos. Trata-se de uma doença crônica que não tem cura, hereditária e não contagiosa, que em decorrência das lesões na pele e coceiras, pode afetar a autoestima do paciente e sua interação social.

Conforme o projeto de lei, a semana de conscientização tem como objetivo orientar a população por meio de profissionais qualificados, suas causas, diagnóstico, fatores desencadeantes e cuidados. Também tem como proposta conscientizar da importância de procurar o médico dermatologista, divulgar as características da doença, que são esfoliações causadas por coceira, alterações na cor, vermelhidão ou inflamação da pele, que também podem surgir após irritações prolongadas, gerando eczemas, bem como combater o preconceito e esclarecer o seu caráter não contagioso.

Conforme Marçal Filho, a dermatite atópica ainda é cercada de preconceito e desinformação. “As crianças podem ser muito afetadas, principalmente durante o período escolar, onde podem passar por situações diversas de exposição, que se não forem administradas, consequentemente, podem gerar traumas que levam uma vida inteira para serem tratados”, disse o deputado sobre a importância da conscientização.

A dermatite interfere diretamente na vida emocional e social dos pacientes. Estima-se que 55% das pessoas que tem a doença sofrem de insônia, tendo dificuldade para dormir durante cinco ou mais noite durante a semana. Além disso, os pacientes sofrem com o convívio social, abalado por conta dos sintomas como pele seca, inchaço, coceira e também lesões, muitas vezes, aparentes.

Para o deputado, é preciso maior conscientização sobre a doença, para evitar que a falta de informação não faça com que as pessoas que não convivem com dermatite, acreditem se tratar de descuido, falta de higiene ou ser uma doença contagiosa.

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