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“Medidas precisam ser tomadas para conter o avanço da Covid-19”, afirma Kemp

Imagem: Kemp acredita que deve haver articulação entre os gestores municipais e o Executivo para frear o contágio da Covid-19

Kemp acredita que deve haver articulação entre os gestores municipais e o Executivo para frear o contágio da Covid-19 – Foto: Luciana Nassar
Christiane Mesquita
O deputado Pedro Kemp (PT) usou a palavra nesta manhã (8) na tribuna virtual para fazer um apelo ao Governo do Estado. “Eu peço aqui para haja articulação entre o Executivo e os gestores municipais para avaliar a situação do transporte intermunicipal, dos transportes coletivos e diversas atividades que precisam ser suspensas para frear a disseminação da Covid-19, em todo o Mato Grosso do Sul. O Poder Público tem a responsabilidade de adotar as medidas necessárias para evitar aglomerações e o contato social que está acontecendo de forma absurda”, frisou.

A interlocução é um pedido de várias pessoas que o procuraram, manifestando a preocupação com a situação da pandemia do novo coronavírus. “Há vários dias estamos com o número em elevação de pessoas infectadas e óbitos em Mato Grosso do Sul, e essa situação tem se agravado com a superlotação dos hospitais, sem vagas disponíveis em leitos de Unidade Terapia Intensiva [UTI], exportando pacientes até para outros estados”, informou Pedro Kemp.

O deputado ainda alertou para o comportamento da população sul-mato-grossesense. “Parece que estamos vivendo duas realidades aqui. De um lado, o sistema de saúde colapsando, no outro encontramos aglomerações nas ruas, praças, bares e restaurantes, e festas clandestinas, até casamento com dupla sertaneja, as pessoas se divertindo como se não houvesse pandemia. Não vemos por parte dos gestores e prefeitura municipal de Campo Grande, e demais municípios a adoção de medidas restritivas para frear a disseminação deste vírus em Mato Grosso do Sul, e diminuir o número de internação e mortes. Hoje o prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo [PSDB], admitiu que já empilham corpos”, alertou Kemp.

O deputado Barbosinha (DEM) lembrou que são duas crises simultâneas, a da pandemia e as estruturas de saúde do Estado. “Em Dourados, por exemplos, temos uma única Unidade de Pronto Atendimento [UPA], em que temos os atendimentos suspensos por falta de médicos. Nós transferimos essa responsabilidade para os hospitais particulares, e agora com a cidade em lockdown, não deixamos de ser macrorregião de 31 municípios, aí a demanda reprimida com os pequenos enviando para lá, num momento muito grave que exige tomada de posição. O debate foi politizado e não há articulação e sintonia do Governo Federal, do estaduais e dos municípios”, considerou.

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