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Articulador da carta com acenos ao Supremo, Temer acredita que Bolsonaro não promoverá nova escalada da crise institucional

Ex-presidente conta que convenceu Bolsonaro a assinar o manifesto com o argumento de que todos ganhariam com o gesto

Responsável por construir boa parte do texto pelo qual o presidente Jair Bolsonaro sinalizou com o cessar-fogo aos demais Poderes da República, o ex-presidente Michel Temer acredita que não há no horizonte o risco de uma nova escalada na crise institucional. Ele, porém, não bota a mão no fogo pela nova postura adotada pelo atual titular do Palácio do Planalto.

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— Vi tanto entusiasmo nele (Bolsonaro), nas pessoas que se manifestaram e nas pessoas do governo, que eu não vejo risco (de nova tensão), mas evidentemente não posso garantir o que vai acontecer lá na frente. Mas não creio (em recuo), é um documento escrito, não é uma fala verbal — justificou Temer.

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Ele conta que convenceu Bolsonaro a assinar o manifesto com o argumento de que todos ganhariam com o gesto.

— Fiz uma conversa inicial com ele, antes de apresentar o documento, mostrando que era importante para o país. Que ele, como presidente da República, deveria também pregar uma certa pacificação porque seria útil pra ele, para o país e útil para o governo. E ele logo se convenceu, não teve dúvida em relação a isso — contou o ex-presidente ao desembarcar em São Paulo, depois da reunião em Brasília.

Na matéria completa, exclusiva para assinantes, Temer relata os apelos que recebe desde a véspera dos atos, e todo o desenrolar do dia até a publicação do texto conciliador.

 

Fonte G1.

Redação Gdsnews.

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