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Reinaldo Azambuja demonstra muita irritação com deputados que votaram contra a nova regra para professores temporários.

Inclusive afirmou, que pensa em trocar liderança do governo, na assembléia legislativa.

Governador Reinaldo Azambuja, tem demonstrado irritação com os deputados, que votaram contra o projeto de lei que altera a regra dos professores temporários, especialmente os parlamentares do PSDB, sigla a qual ele pertence, que diminuiu os salários do professores convocados, em cerca de 30%. Entre eles, Rinaldo Modesto, líder do partido e vice líder do governo, que é professor. Além de Onevan de Matos e o radialista Marçal Filho.

Azambuja assegurou, que o projeto, veio para alinhar a situação dos convocados, que estava em desacordo com o próprio estatuto dos professores. A irritação do governador chegou a tal ponto, que ele disse “talvez eles queiram o caos”, referindo-se aos parlamentares.

“Não dá para aceitar que deputados não entendam as necessidades do governo. Talvez eles queiram levar o caos, como ocorre em outros estados do Brasil”, esbravejou.

Contestado por educadores, o projeto foi aprovado em segunda votação, com 14 votos favoráveis e sete contra. Líder do PSDB e vice do governo na Casa de Leis, o deputado Rinaldo Modesto votou contra a proposta nas duas apreciações. Na segunda, foi acompanhado pelos colegas de legenda e de base governista Marçal Filho e Onevan de Matos. Modesto não quis falar a respeito do assunto após a votação.

 

Já Felipe Orro, também tucanos votou a favor do texto encaminhado pelo governo estadual, enquanto Paulo Corrêa, que também pertence a sigla, não opinou, pois é presidente da Assembleia e só vota em casos de empate.

 

Segundo o governador, o PSDB convocou reunião para discutir o assunto na próxima semana. “Muito estranho, porque o projeto não prejudica a categoria, pois já pagamos 80% acima do piso para professores efetivos. Esta votação do PSDB é algo fora do normal”.

 

Azambuja revelou ainda que vai aguardar posicionamento da legenda para definir se vai promover mudanças nas lideranças do governo na Assembleia. “O partido chamou reunião, vai se reunir e ouvir as explicações. Depois disso tomaremos uma decisão. Vamos esperar o partido, porque ele é o primeiro responsável”.

 

Marçal Filho disse que votou “por convicção” e que esperava que o partido entendesse sua decisão. Já Onevan de Matos destacou que teve “muito apoio dos professores na última campanha eleitoral” e que “não tinha porque ir contra o que eles queriam”.

 

O governador também comentou sobre a intimidação dos professores em relação aos deputados. “Entendemos que existe pressão da categoria, mas outras bancadas que não são do partido votaram conosco, porque sabem da necessidade do governo de reduzir gasto, até para poder pagar o 13º e inclusive chegar a 100% a mais do piso nacional em 2025 para a própria categoria”, concluiu.

 

 

Além de Rinaldo Modesto, Marçal Filho e Onevan de Matos, os deputados Pedro Kemp (PT), Renan Contar (PSL), Lucas de Lima (SD) e Antonio Vaz (PRB) também votaram contra o projeto de lei que muda regras para contratar professores temporários, na segunda apreciação.

 

Durante a votação professores lotaram auditório do plenário da Assembleia.  Deputados admitem que houve pressão, mas negam que mensagens mudaram votos. Grupos continuam fazendo protesto em frente a Governadoria, contra projeto aprovado, e prometem, que vão continuar, até que o governo seja sensibilizado com a situação deles.

 

A Redação.

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