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Homem tenta invadir delegacia e é morto por investigador da Polícia Civil em MS

Reginaldo Alves Ramalho, de 45 anos, teria quebrado porta da delegacia. Família afirma que homem tinha problemas de saúde e sofreu surto. Polícia Civil investiga o caso.

O comerciante Reginaldo Alves Ramalho, de 45 anos, foi morto por um investigador da Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (23), após tentar invadir uma delegacia em Glória de Dourados, a 281 quilômetros de Campo Grande.

Reginaldo Alves Ramalho foi morto em delegacia de Glória de Dourados (MS). Família diz que comerciante não estava bem de saúde desde o último domingo (20). — Foto: Adelmir Romero

De acordo com a ocorrência, Reginaldo teria chegado até a delegacia quando ela já estava fechada para público. O comerciante, então, teria quebrado a porta e forçado a entrada no local, resistindo a tentativa de contenção dos plantonistas da Polícia Civil. Neste momento, um investigador atirou contra Reginaldo, na região da barriga. Uma ambulância foi chamada até a delegacia, mas o homem não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o primo da vítima, Leodilson Silva, o comerciante estava com problemas de saúde desde o último domingo (20) e teria ido até a delegacia pedir ajuda para visitar a filha em outra cidade, após um surto psicótico. “Não era para tanto, pois ele foi sem arma nenhuma. Então a pessoa que estava na delegacia com certeza percebeu que ele estava fora de si, não tinha necessidade de atirar na barriga”, afirmou.

Os policiais civis não quiseram conversar com a reportagem. Em nota, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul disse que a arma de fogo utilizada pelo investigador e a cápsula deflagrada foram apreendidas e levadas para perícia. O caso foi registrado como homicídio decorrente resistência a prisão. A assessoria da Polícia Civil ainda afirmou que o investigador chamou reforço, mas antes da chegada de outros policiais, o invasor arrombou a porta. Ele teria sido advertido para recuar, mas não obedeceu a ordem.

Ainda segundo a assessoria, o policial agiu em legítima defesa e em defesa do patrimônio público. Depois de relatado pelo delegado, o caso será enviado a corregedoria.

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