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Executivo preso na Lava Jato fingiu viagem para poupar filha

Coutinho falou que policiais federais eram colegas de trabalho

A prisão na Lava Jato fez alguns presos recorrerem à criatividade para pouparem suas famílias. Mateus Coutinho, ex-diretor financeiro da OAS, fingiu durante seis meses para a filha que, em vez de ser preso pela Lava Jato, estava viajando a trabalho.

 

 

No fim de 2014, a Polícia Federal prendeu Coutinho em sua casa, no começo da manhã.

 

Para que sua filha de dois anos não percebesse a prisão, ele disse que os policiais federais eram amigos de trabalho e o levariam para uma viagem.

 

No dia, ele conversou com os policiais como se fossem amigos que dividiriam um café da manhã.

 

O relato está no livro A elite na cadeia — o dia a dia dos presos da Lava Jato , do jornalista Wálter Nunes, que será lançado neste mês.

 

Já na cadeia, em Curitiba, Coutinho recebeu a menina de uma maneira especial: fora do dia de visitas, com contato direto e na sala dos agentes, onde havia um computador. Ele disse à filha que ali era seu escritório. A menina ficou com ele na carceragem por mais de uma hora.

 

Quase seis meses depois, quando foi solto, calçando uma tornozeleira eletrônica, o ex-executivo da empreiteira passou em uma loja de brinquedos e comprou um boneco de pelúcia do personagem preferido da filha. E disse a ela que havia trazido o presente dos Estados Unidos, onde ficara trabalhando durante a ausência.

 

Fonte A Época.

 

 

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