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Coronel David alerta Estado, que pede revisão em convênio de combate ao tráfico no MS

Governo de MS e Secretaria de Segurança ameaçam tirar Polícia Civil de investigações

O deputado estadual Coronel David (PSL), encaminhou nesta semana uma solicitação para o Governo, pedindo informações a respeito da atuação das forças de segurança no convênio entre Polícia Civil/Ministério da Justiça/Polícia Federal no combate ao tráfico em MS, trouxe preocupação ao Executivo Estadual sobre a necessidade da renovação do contrato com o Governo Federal.

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), nesta última sexta-feira (07), juntamente da Secretária Estadual de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), Antônio Carlos Videira, anunciaram que a Polícia Civil pode abandonar as investigações contra o tráfico de drogas no Estado, caso o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro não renove o convênio com Mato Grosso do Sul.

Hoje, todas as apreensões a respeito de tráfico de drogas no estado de Mato Grosso do Sul são feitas internamente, gerando um custo elevado. No período de três anos, foram apreendidas quase 1.500 toneladas de drogas, mais de 33 mil laudos periciais foram feitos e cerca de 11 mil procedimentos foram realizados pela Polícia Civil, além do custo com a custódia de presos, que anualmente alcançam a cifra de R$ 133 milhões de reais.

O Estado tem 1.517 quilômetros de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, países com alto índice de produção de drogas. Entre 2015 e maio deste ano, a polícia sul-mato-grossense apreendeu cerca de 1,5 milhão de toneladas de entorpecentes, em sua grande maioria, maconha e cocaína, que teria como destino os grandes centros nacionais e internacionais. Uma das consequências desta situação é a sobrecarga do sistema penitenciário estadual, que hoje administra em suas unidades prisionais cerca de 7.300 presos, o que corresponde a 40% da população carcerária de Mato Grosso do Sul.

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