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Campanha de Vacinação Antigripe 2020: infectologista desmente mitos sobre vacina

As doses da vacina contra a gripe podem ser reservadas pelo Portal do Beneficiário

Pelo oitavo ano consecutivo, a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) abre agendamento para reserva de doses da “Campanha de Vacinação Antigripe 2020”. O beneficiário interessado em se vacinar ainda pode fazer a sua reserva pelo Portal do Beneficiário (beneficiário.cassems.com.br). O valor de cada dose é de R$70,00 e apenas o usuário titular do plano de saúde pode garantir a sua dose e do seu grupo familiar. Para tirar dúvidas, o beneficiário deve ligar na Central de Atendimento (67) 3314-1010.

 

O objetivo da campanha é reduzir as internações decorrentes das infecções causadas pelo vírus Influenza e a vacina oferecida pela Cassems protege contra os diversos subtipos do vírus da H1N1 e, na Caixa dos Servidores, pode ser tomada a partir dos três anos de idade. O Sistema Único de Saúde (SUS) distribui a vacina apenas para crianças menores de dois anos, gestantes e idosos acima de 60 anos, considerados grupos de risco. Dessa forma, uma grande parcela da população fica vulnerável ao vírus e suas conseqüências no período de inverno.

 

A médica infectologista, Priscilla Alexandrino, desmistifica os boatos que circulam a respeito das vacinas e impedem a população de se medicar corretamente contra as doenças. Leia abaixo:

 

A boa higiene e o saneamento dispensam a necessidade da vacina.

 

“Não é verdade. As vacinas que existem são para doenças que não são transmitidas por falta de saneamento ou higiene, são outras patologias. Os microorganismos são diferentes. Quando falamos da gripe, ela não é transmitida de forma fecal/oral, é transmitida de pessoa a pessoa. Então, o saneamento, isoladamente, não é a forma de prevenção. Além da vacinação, a higienização também é uma maneira de prevenção”.

 

As vacinas têm efeitos colaterais que ainda são desconhecidos.

 

“Não é verdade. Para uma vacina ser liberada para aplicação em larga escala na população, tem uma série de estudos em várias fases. Em geral, são cinco fases até que ela possa ser liberada para a população com um nível de segurança próximo a 100%. Então, quando é liberada para produção e aplicação na população já tem uma segurança muito grande e os efeitos adversos são muito pequenos”.

 

As doenças evitáveis por vacinas já foram erradicadas no Brasil.

 

“Algumas doenças foram erradicadas no Brasil, como a varíola. Já o sarampo, que também havia sido erradicado, está de volta. Só que vivemos em um mundo globalizado, os vírus e microorganismos circulam dentro das pessoas e, se não vacinar, esses surtos voltam e de maneira pior, porque a população não tem nenhum tipo de imunização”.

 

É melhor ser imunizado por meio da doença do que pela vacina.

 

“Não é verdade. Porque a doença pode ter a gravidade e as seqüelas. Por exemplo, a meningite, com a vacina, mesmo que a pessoa tenha contato com a doença, rapidamente o sistema imunológico reagirá e não deixará ter seqüelas como surdez, alterações cerebrais importantes; a vacina é fundamental para evitar a morbidade. No caso da gripe, sabe-se que alguns grupos estão em maior risco, como os diabéticos, crianças e gestantes. Damos vacina inicialmente nessas pessoas porque se essas tiverem a doença, se desenvolverão de maneira mais grave”.

 

Quem se vacina contra a gripe pega logo após a vacina.

 

“Não. A vacina é feita por vários vírus e com o vírus sazonal daquele ano. Ela não fica imune a pegar uma gripe ou um resfriado, são vírus diferentes. Mas ela não terá a gravidade dos sintomas se ela se vacinou. Uma coisa não está relacionada à outra. Geralmente, os sintomas adversos que as pessoas falam tanto são mais locais, como uma vermelhidão que passa em dois ou três dias. A pessoa pode ter gripe, mas não vai ser internada, ter insuficiência respiratória, ir para o CTI ou até mesmo morrer. É importante lembrar que depois da vacina, é preciso ao menos 14 dias para estar livre dos vírus que a gripe protege”.

 

A vacina causa autismo.

 

“Não há nenhum estudo que afirme isso, à priori. Como disse antes, a vacina passa por uma avaliação de cinco fases. Se houvesse uma associação tão grave como essa, a vacina seria suspensa. Nós fazemos medicina baseados em evidências e para liberar uma meditação, ela deve ter muita segurança para o paciente. Deve ter aprovação internacional e nacional, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.

 

 

Fonte Assessoria de Comunicação Cassems.

 

 

 

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