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Atriz de ‘Fina Estampa’, Kátia Moraes recorreu à venda de quentinhas para se sustentar

Artista, que tem um filho, conta que as vendas caíram com a quarentena: "As pessoas começaram a ficar dentro de casa e a cozinhar mais"

Kátia Moraes, que interpreta a empregada Marilda, de Tereza Cristina, vilã interpretada por Christiane Torloni em Fina Estampa, está feliz com a reprise da novela no horário nobre da Globo em meio à pandemia. Isso porque, como grande parte da classe artística, ela não está tendo muitos trabalhos. E a exibição da trama acaba sendo uma fonte de renda para ela. “Eu não sei ainda [quanto vai receber] porque… Até fui me informar e eles fazem a conta no final. Mas com certeza existem os direitos conexos, não tenho dimensão ainda”, diz ela.

Aos 48 anos, Kátia continuou trabalhando por mais um ano na Globo depois do fim da trama, em março de 2012. Ela participou do programa Zorra Total, em um quadro com a humorista Cláudia Rodrigues, e depois continuou na emissora trabalhando apenas por diária [ganhando por trabalho]. Em seguida, a atriz migrou para a Record TV para participar do especial Nova Família Trapo e assinou um contrato de cinco anos com o canal, onde também atuou em 10 Mandamentos, Os Milagres de Jesus, Belaventura e na primeira fase de Jesus.

Quando acabou seu contrato com a Record TV,  Kátia tentou voltar para Globo. “Tentei entrar em contato com a Globo e não consegui, cheguei a mandar e-mail, mas não responderam.  Tenho um filho [Túlio] para criar e não dá para ficar pedindo pelo amor de Deus para todo mundo”, lembra ela, que não viu outra solução a não ser vender quentinhas para ajudar nas despesas da casa e no sustento do filho. “Meu contrato acabou e fiquei pensando na carreira, em montar um negócio de comida, porque tem que sobreviver, né? O ator quando trabalha não tem que gastar tudo, eu me planejei por um tempo e aí veio a pandemia. Vivo do que guardei e de direitos conexos e vou me virando. Fiz quentinhas por seis meses, dei uma parada por causa da pandemia, porque não foi tão fácil assim vender, as pessoas começaram a ficar dentro de casa e a cozinhar mais. Ia para o camelô e nunca tive vergonha, acho que trabalho é digno”, afirma.

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